Pé na estrada

12 de mar de 2011
                       Pés no chão, cabeça nas estrelas.
 

É, a dor do parto é grande mas temos que partir, vou tentar falar pela CCAT (Cia Casa Aberta de Teatro). Não sei se sou a melhor pessoa para falar por todos, mas é isso, sobrou pra mim.
No dia 19 fevereiro realizamos nosso espetáculo de comédia (Arrocha Brasil) com a casa lotada (Teatro Municipal de Ilhéus) e por pouco o povo não morreu de humorragia. 
O ano passado nos realizamos o projeto Teatro na Aula, que leva o teatro para dentro da escola, apresentando um humor crítico social moderado, devido ao local que está sendo mostrado, e também fizemos parte do bonito projeto caravana cultural, que leva dança, teatro, musica e oficinas de diversas modalidades para todos os bairros e distritos da nossa cidade - teve distritos que de tão longe foi preciso dormir por lá. Apesar de , até hoje , não termos recebido todo pagamento , foi bom por que teve uma harmonia entre todos que ali estavam, e esse tipo de experiencia você leva para toda sua vida. Posso dizer que foi um ano de 2010 com muito trabalho e muitas brigas até por que elas também fazem parte  do nosso dia-a-dia, e com tudo isso estamos unidos na medida do possível, apesar de toda turbulência como: falta de dinheiro, de paciência um com outro, temos um trabalho que é algo bonito  e os desentendimentos são algo que não nos tira o foco e nem a fé, acreditamos em Deus do fundo dos nossos corações, porem acreditamos  também em nossa garra, e que o destino fazemos dia após dia, temos a certeza que o que cai do céu é chuva.

Agora em 2011 vamos fazer uma temporada em Feira de Santana patrocinado por Deus e Jesus Cristo e nossa fé, sem medo nenhum , por que  acreditamos que antes que alguém acredite em nós, temos que acreditar primeiro.  E de lá vamos para Salvador, nós somos do tamanho dos nossos sonhos e sonhamos cada vez mais alto.
O Teatro está em nosso DNA , é uma paixão inexplicável, uma emoção que é preciso sentir para poder falar. Quando subo no palco e as luzes estão apagadas e  o canhão de luz cega-me os olhos, é um momento meu, e mesmo que eu não possa ver ninguém, posso sentir todos ali , transmitido uma energia positiva formando um só corpo, plateia e ator na mesma vibe: é realmente  muito prazeroso, e para entender melhor é preciso subir lá.

                                                                                     Ruy Penalva.                                     fotos: Sabrine Robra

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